dezembro 05, 2013

agosto 29, 2013

Campeonato do mundo 2013


LM1x WR Champs 2013 semi-final

Pedro Fraga vence a meia final e ganha lugar entre os seis melhores, falta a final A.
Pode ser de trás para a frente que nós cá não nos importamos

abril 17, 2013

Vai ver que faz sentido


O cancro da mama nãos se combate só no hospital.
Na fundação "Mama Help", no Porto, um dos passos da recuperação faz-se pela imagem. Cabeleiras, verniz, ginásio, reiki, técnicas complementares de quem se sentiu destruída pela violência física da quimioterapia. Uma reportagem de Nuno Vieira e Joana Almeida Silva. Testemunho directo, dia 18 Abril 2013, às 22 horas.

abril 09, 2013

Evacuação rápida pode ter salvo perna a motociclista do Porto


São estas noticias que nos fazem ter esperança que nem todos andam a lixar o próximo.

"O motociclista Ilídio Neto, que sofreu um grave acidente na passada quinta-feira na Mauritânia, foi ‘resgatado’ em tempo recorde e poderá, graças aos esforços do Moto Clube do Porto, que promoveu e custeou o seu regresso a casa, escapar à amputação de uma perna."


Ilídio Neto à esquerda na foto

Evacuação rápida pode ter salvo perna a motociclista do Porto | Porto24

março 28, 2013

Uma Paixão com Razão

Está lançada mais uma candidatura ao remo nacional.
O candidato é o Albino Silva é do remo, integrou a seleção nacional vários anos e representou 6 clubes durante a sua carreira como remador.
Com competências na área do desporto e  na área de gestão, apresenta no seu site de candidatura as linhas mestras que orientam a sua candidatura e a sua visão para o futuro do remo português.

O remo nacional precisa agora de debate e que seja o inicio dum novo ciclo para o remo português.
Tem a palavra os clubes.

Candidatura

março 20, 2013

Actividade Física, quem deve prescrever afinal?!


Eram os médicos, agora são os farmacêuticos a prescrever exercício físico!!!
Nem os médicos nem os farmacêuticos têm formação em exercício físico que os habilite a prescrever actividade física e não são "quick guides" que os habilitam a tal.
Na verdade, um médico é um especialista em doenças e não em saúde.

Relembro aqui um texto do Professor Rui Garganta enviado ao Jornal Expresso em Abril de 2011 aquando da noticia "Mexa-se mais : foi o seu médico que receitou" 

Só faltava serem os Médicos a prescrever exercício físico!

Confesso que fiquei chocado com o artigo no Jornal Expresso do Professor e colega de profissão Luís Sardinha, de 9 de Abril de 2011, com o título “Mexa-se mais: foi o médico que receitou”.

Numa altura em que o País está a importar Médicos para fazer face às exigências do Sistema Nacional de Saúde, e temos um excesso, tremendo, de profissionais de Desporto, só um “político deste gabarito” se poderia lembrar de implementar uma estratégia que vai dar mais trabalho e/ou responsabilidade aos Médicos, que já não têm tempo
para exercer a medicina convencional, e tirar, o pouco que existe, aos seus colegas de profissão. Porventura o colega já nem se lembra que se licenciou em Educação Física!

Quando li o título do artigo pensei que os políticos tiveram o bom senso de, mais uma vez, entenderem que o “Exercício é saúde” e iam voltar a baixar o IVA. Achei, no entanto, estranha a fotografia do Colega Luis Sardinha, de fato e gravata em cima de um tapete rolante. 
Eu sei que o fez no “seu laboratório” e porventura nunca tinha subido para nenhum, porque isso de fazer exercício físico tem os dias contados, pelos vistos, o que para si interessa é “Mexer”, nem que seja de fato e gravata em cima de um tapete rolante. Já agora: o colega tirou alguma pós-graduação em culinária? Mexer o quê? E a foto que vem no artigo é para gozar os profissionais de ginásio? Fala que a actividade física é saúde, vai retira-la da competência exclusiva dos profissionais do Desporto, e tem a lata de tirar
uma foto em cima de um tapete rolante? É vergonhoso o que pretende fazer aos seus colegas de profissão, porque como responsável do Instituto Nacional de Desporto (IDP) deve saber o fitness é, atualmente, a principal saída profissional! Caro colega e Político da nossa praça, espero que os profissionais de fitness tenham consciência do mal que lhes está a fazer e tomem as medidas que achem mais adequadas!

Num contexto de crise geral e dos estabelecimentos de fitness, em particular, que se estão a ver aflitos com a decisão, tremendamente injusta, do aumento do IVA de 6 para 23%, o programa que o colega Luís Sardinha vai importar para Portugal, não só não contempla os ginásios como permite que os médicos substituam os seus colegas de profissão na prescrição de exercício físico. Aqui, até o jornalista do Expresso refere “Surpresa, o ginásio fica de fora”.

Diz no artigo que o programa é importado dos Estados Unidos da América (EUA) onde está a ser aplicado desde 2007. Refira-se, a propósito, que a taxa de obesidade nos EUA de 2007 (3 estados com mais de 30% de obesos), triplicou em 2010 (9 estados com mais de 30% de obesos), pelos vistos o programa que vai importar já está a dar resultado!!! E a taxa de Diabéticos que continua a aumentar de forma exponencial?! Será efeito do referido
programa? Não queremos com isto dizer que o programa não tenha os seus méritos, agora, como toda a gente sabe, a aplicação transcultural de qualquer tipo de programa sem a respetiva apreciação e adaptação é normal que seja “para Inglês ver”, neste caso deve ser para os seus amigos americanos o verem!

O mais grave de tudo é que o seu discurso é igual ao dos médicos, que não fazem ideia do que é o Exercício físico e encontram nos strandards ou naquilo que ouvem dizer, formas de prescrição que dão para tudo e todos, tipo medicamento “genérico” que tudo cura! Mas se aos médicos, embora não tolerável pelo facto de não terem formação para tal, ainda se desculpa a prescrição com base no “MEXA-SE”, a si é incompreensível. 
O que o colega quer é pôr os Médicos a prescrever Atividade física e não Exercício físico. Para quem não sabe, para fazer Atividade física basta “mexer para aumentar o metabolismo de repouso”. Até comer, que mexe os músculos da face e dos braços é Atividade física. Para ser Exercício físico tem de se mexer de forma a melhorar a aptidão física. A maioria da
Atividade física, do tal “mexer” não serve para melhorar nada, sabe que andar a 4 km por hora não tem qualquer repercussão cardiovascular? Quer o artigo? Sabe que muita da atividade física, do tal MEXA-SE, quando feita de forma desregulada e sem suporte muscular suficiente é prejudicial? Veja o exemplo das doenças articulares
provocadas pelas tarefas domésticas, pelo andar em demasia, etc.

É óbvio que o colega conhece perfeitamente qual a importância do Exercício físico e de como a Atividade física pode apenas ser um bom complemento, porque sabe que uma das  características do Exercício físico é ser dose dependente, tal como o medicamento.
Por exemplo, penso que tem ideia que a Aspirina, o fármaco mais vendido e mais antigo da indústria farmacêutica, doseada até 250 mg, tem efeito anti tronbótico, a cerca de 500 mg tem efeito analgésico e a1000 mg tem também efeito anti inflamatório! Ou seja o efeito depende da quantidade ou dose! No exercício físico passa-se o mesmo, andar a 4 km/k, correr a 10 km/h ou a 15 km/h tem efeitos completamente diferentes. Como nos exercícios de força muscular a carga (em kg) determina o objetivo que se pretende.

Ou seja não chega mexer, isso apenas dá para o “leite creme” não ganhar grumos, é essencial fazer exercício físico.
Mais uma vez, à semelhança da aspirina, poderia dizer que ela é aconselhada para “dores, febres gripes e constipações” (mas não dá para todas as dores) e, como diz a bula do medicamento, se os sinais e sintomas persistirem, consulte o seu médico. Relativamente à Atividade física o bom senso, para quem o tem, poderia sugerir em algo idêntico. Se não tem objetivos, não tem qualquer risco cardiovascular, ou qualquer tipo de dor ou doença, MEXA-SE. Se tem objetivos ou pretende fazer algo pela sua Saúde, consulte um profissional de Exercício físico e Desporto.

Por acaso o colega conhece a pirâmide da actividade física? Eu sei que a conhece e também sabe que ela foi sugerida por profissionais de Saúde. Deu fé que sugere “treino de força muscular” pelo menos 2 vezes por semana? Sabe porquê? Para evitar a “SARCOPENIA”, que é uma doença provocada pela perda acentuada de massa muscular. Sim é uma doença só que, curiosamente, a maioria dos profissionais de saúde nunca ouviu falar, sabe porque? Não há medicamentos para a prevenir nem curar. Há alguns anos, pensava-se que era apenas apanágio de pessoas mais velhas mas, como sabe, actualmente inicia-se antes dos 30 anos em pessoas que não fazem uma solicitação
muscular suficiente e regular! Talvez convenha esclarecer as pessoas que a sarcopenia é um fator de risco para a osteoporose, e a única forma de a prevenir é através do treino de força muscular. O colega sabe perfeitamente que a marcha não a previne, porque esta doença ocorre nas fibras musculares responsáveis pela força muscular e não pela resistência muscular solicitada pela marcha!

O problema é que a necessidade de mostrar serviço, mais conhecido por “protagonismo”, fala mais alto!

Pois é, andamos há anos a debater-nos com a falta de bom senso da classe médica que prescreve exercício físico inadvertidamente, desde a natação para quem não sabe nadar, ou para quem tem osteoporose, ao estilo de “bruços” para quem tem o “peito em quilha” ou “costas” para todos os problemas de coluna, até ao andar para pessoas obesas e com graves dificuldade de locomoção! Agora vem o colega dar-lhes o “salvo conduto” para
continuarem a fazer algo que não sabem, nem estão preparados!

O colega sabe perfeitamente que mandar as pessoas “mexer” é algo idêntico a ir ao nutricionista e ele mandar “comer” ou ir ao médico e ele mandar “tomar pastilhas”. O colega devia era de se “MEXER” do cargo em que está, criar um IDM (Instituto Nacional do Mexe-te) e dar lugar a alguém que, pelo menos, olhe pelos interesses dos seus colegas de profissão.

É claro que o colega vai vestir a pele de Cordeiro e dizer que se trata de uma medida altruísta, para melhorara a qualidade de vida dos cidadãos, blá, blá, blá… Seja pelo menos consciente do mal que está a fazer a toda a gente: aos cidadãos porque os médicos não tem formação para fazer prescrição de exercício adequada, aos profissionais de Exercício e Desporto que já se debatem com falta de trabalho e com prescrições inconsistentes ou inconscientes dos médicos e à própria classe médica que lhes vai dar um “poder” sem bases de conhecimento. A minha esperança é que a classe médica tenha bom senso de não prescrever Exercício físico.

Repare que quando entrou para o IDP, disse que ia moralizar a sua profissão e legislou de forma a que apenas os licenciados em Educação física pudessem exercer a profissão nos centros de fitness. Agora vai trazer umas regras gerais, para os médicos receitarem Exercício físico? Sabe que nas farmácias também já se receita Exercício físico?
Isto é uma festa! Como não temos uma “Ordem” que nos defenda, estamos à mercê dos “espertos”. Só falta proibir os profissionais de Desporto de prescrever Exercício físico? Não será uma medida para o próximo governo?

Caro colega, quer protagonismo? Já pensou em trazer um franchising que permita aos profissionais de Desporto receitar uns medicamentos? Nem que seja dos lights, daqueles que nem fazem bem nem faz mal – tipo “MEXE-TE”.
A nossa profissão está em crise e os Médicos estão com trabalho em excesso. Para além disso, a bula de um medicamento ou o simpósium terapêutico, que é atualizado todos os anos, tem mais informação sobre cada medicamento do que qualquer linha de orientação que pretende trazer para os médicos mandarem os portugueses mexerem. Acho que esta seria uma medida política à medida da realidade só que, porventura, não estava à medida
da sua necessidade de protagonismo!

Quem diria que o colega é diretor do Instituto Nacional de Desporto! Resta-me dizer “o Desporto com amigos destes não precisa de ter inimigos”.

Rui Garganta (PhD)

Professor da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto

janeiro 21, 2013

Towards an Ideal Rowing Technique for Performance

Um excelente artigo sobre a procura da técnica ideal para a melhoria da performance no remo.
Esta revisão da literatura pretende dar uma contribuição do ponto de vista da biomecânica.
Um artigo de Clara Soper e Patria Anne Hume do NZ Institute of Sport and Recreation Eis o 

Conteúdo: 
1. How Much Does Rowing Technique Contribute to Rowing Performance? 
2. Methods to Measure Rowing Biomechanics 
3. A Deterministic Biomechanical Model of Rowing Performance 
4. The Body Movements During the Sculling Stroke Cycle 
5. Forces During the Sculling Stroke Cycle 
6. Factors Affecting Kinematics and Kinetics of Rowing 
7. Conclusions
 References 

 Artigo - Look Inside

janeiro 16, 2013

Luís Teixeira - Candidato à FPR

Acendeu-se uma luz ao fundo deste túnel escuro em que caminha o remo português.
Apareceu a primeira candidatura para a liderança do remo nacional, pois é disso que o remo precisa, duma liderança e não dum presidente.
O candidato, Luis Teixeira, não precisa de apresentações, o currículo como atleta é rico e além de todas as suas outras competências pessoais e profissionais reconhecidas, convive e contribui, no âmbito profissional, na preparação de campeões do mundo e olímpicos do nosso desporto, diz-me com quem andas aplica-se na perfeição.
Que este seja o inicio duma nova etapa do remo nacional, bem alicerçada em competências e vontade de superar desafios e cujo caminho não seja "minado" por interesses estranhos, antes pelo contrário, que seja um factor congregador de todos os quantos querem ter um remo desenvolvido ao nível das nossas capacidades e potencialidades.
O desafio é grande e igualmente motivador, em particular no momento actual.

Carta de Candidatura


Pedro Fraga e Nuno Mendes – heróis esquecidos



Antes de aparecer a ditosa medalha da canoagem, Pedro Fraga e Nuno Mendes eram os heróis providenciais que relevavam com a sua excelência competitiva a apagada participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 2012. O double-scull lusitano, depois de um renhidíssimo apuramento pré-olímpico, foi subindo degraus em Londres até atingir a dimensão majestática da final olímpica. Ali, naquele patamar, todos são bons e a medalha ou não-medalha pode ser questão de circunstância. Obtiveram um fantástico, repito urbi et orbi, um fantástico quinto lugar que corresponde somente à melhor prestação de sempre do remo português.
Chegar ali foi o momento mais elevado de glória do remo português. Ali só chegam os eleitos. Por isso o Pedro e o Nuno, parafraseando Camões, já se libertaram da inexorável lei da morte. Mas parece que já foram esquecidos.
É natural.
Somos um país riquíssimo em prémios Nobel, em patentes científicas, em medalhas de ouro olímpicas. Só destas temos para aí umas 450, patentes científicas 35.634 e prémios Nobel 324. Por isso, tudo o que seja menos que isso é para deitar fora.
Deixem-me relatar-vos algumas acontecências duma vida que se cruzou várias vezes com estes dois heróis do Olimpo desportivo lusitano.
Agora a caminhar para o apogeu da vida, ao contrário de outros que dormem como bebés, vou tendo as minhas insónias. Como não quero entrar no caminho dos barbitúricos evito ficar na cama a rebolar-me de um lado para o outro, pego no meu kayak e aí vou disfrutando as luzes da cidade e a negrura a montante do rio Douro.
Agora, passados os tempos da competição desportiva ao mais elevado nível, encontro na canoagem não só a saúde mas também o prazer. Prazer que raramente está presente quando se treina 2 ou 3 vezes por dia na procura da excelência competitiva. O que move o atleta de alta competição não é o prazer mas sim uma coisa mais íntima e inefável a que podemos chamar – pulsão de transcendência.
Muitas vezes vou para o rio de noite e chego ainda de noite nas manhãs de inverno. E vejo-os, quais fantasmas a romperem o nevoeiro da matina, a iniciar as primeiras remadas do primeiro treino do dia. O Pedro e o Nuno, nos vários anos em que os vi crescer como desportistas, nunca esmoreceram na entrega ao treino estuante fiéis seguidores dos ditames dos seus treinadores. No Sport Clube do Porto cresceram como remadores e como homens, transformando-se em modelos para os jovens que todos os dias demandam o Douro na procura da realização dos sonhos que os nossos heróis materializaram.
A vida desta dupla brilhante não é fácil pois tem de conciliar treino e estudo. O Nuno Mendes e o Pedro Fraga foram meus alunos na Faculdade de Desporto e souberem sempre conciliar, obviamente com muito empenho e sacrifício, os treinos extenuantes e as suas exigências académicas. Há poucos que o conseguem. Ser desportista e estudar é fácil. Ser desportista ao mais elevado nível e realizar-se academicamente é que é mister de muito poucos. Eles têm conseguido articular com dignidade estas 2 vertentes da sua realização humana.
Por isso, hoje, quero homenageá-los. Dizer-lhes obrigado do fundo da alma. Afirmar-lhes que aqueles que entendem o desporto os não esquecem e têm orgulho no que eles conseguiram. O Pedro e o Nuno continuam, todos os dias, a desbravar os gélidos nevoeiros matinais, a superar as fraquezas do corpo e os desvios da alma porfiando no afã de atingirem a dimensão mais elevada do sonho. Continuando a tentar elevam-se em humanismo e valor desportivo e reforçam a sua expressão exemplar que a grei lusa deve respeitar e honrar. Os anos consecutivos de treino e dedicação, arrostando com incompreensões a vários níveis, nunca fizeram esmorecer o renovado empenho destes campeões. Não desistem, querem ir sempre mais longe, e nós, nós como país só temos de lhes dar as condições para continuarem a navegar na senda do êxito.
Para lá de tudo o que possam conseguir no futuro, o Nuno Mendes e o Pedro Fraga já se podem orgulhar de fazer parte da galeria dos poucos que convivem com a excelência desportiva. Só aos deuses se permite jogar nos campos do Olimpo. Eles já jogam nesse campo há muito tempo.