O tempo não passa, o relógio arrasta-se de segundo em segundo, já falta pouco... mas os minutos nunca mais chegam e as horas, essas estão no fim dos minutos, longe.
Os dias atrasam-se. Não é que tenha pressa de viver, mas tenho urgência, alguma urgência nos dias que estão ainda longe.
A minha impaciência é que demora os minutos e as horas e os dias, e tornam longas as minhas noites acordado.
Ainda há noite. O horizonte é já ali mas está escuro. Eu não tenho medo do escuro. Eu gosto de viajar e há viagens difíceis e há viagens escuras e eu não tenho medo do escuro e sigo viagem. O horizonte é já ali, e eu caminho pelos segundos e minutos e horas e espero pelos dias atrasados e sigo, porque eu não tenho medo do escuro.
Está escuro.
janeiro 04, 2012
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